| História |
A VOLTA DO LEÃO DO SULO Barra Mansa foi fundado no dia 15 de novembro de 1908. Profissionalizou-se em 1911, segundo alguns historiadores, sendo considerado pioneiro no País. Nas décadas de 20 e 60, o clube era tido como um furacão nos gramados, ou como um verdadeiro Leão do Sul, que amedrontava os adversário. Nesse período, o Barra Mansa conquistou vários títulos, entre os quais, destacam-se o de campeão fluminense de 1953, organizados pela extinta Federação Fluminense de Desporto. Nos anos 70 e 80, o clube passou totalmente em branco, mas foi na década de 90 que o Leão do Sul voltou a rugir. Em 1995, o Barra Mansa foi campeão do Módulo Intermediário do Campeonato Carioca. O regulamento do torneio previa que o campeão e o vice subissem para a elite do Futebol Carioca, mas por arbitrariedade da FERJ tal façanha não foi permitida. HISTÓRIA![]() O glorioso Barra Mansa Futebol Clube em 1968. Em pé: Agostinho, Wilson, Roberto Bocão, Enio, Luiz Carlos, Canário e Café. Agachados: Tarugo, Doca, Mário, Maurinho e Bira. O DIA EM QUE O LEÃO CALOU O RAULINONos anos 90, após um longo período afastado do profissionalismo, o Barra Mansa retornou com um time que fez frente ao adversário vizinho, o Volta Redonda Futebol Clube, criando uma ferrenha rivalidade na região. Em 1994, na fase inicial da Copa Rio, Barra Mansa e Voltaço fizeram três confrontos. O primeiro deles foi realizado em Barra Mansa no dia 18 de setembro, com vitória do time da Cidade do Aço por 1 a 0. No dia 23 de outubro veio o troco que tanto orgulha os torcedores barramansenses. Ainda no estádio Raulino de Oliveira com as tábuas de madeira na arquibancada, o Leão devolveu o placar, com um gol do lateral-esquerdo Juarez, calando a torcida adversária. Com o resultado, Barra Mansa e Volta redonda ficaram empatados com 10 pontos e, como o regulamento do torneio previa um terceiro jogo em campo neutro em caso de empate entre dois competidores, as equipes voltaram a se encontrar no dia 13 de novembro, em Três Rios, para se conhecer o vencedor do confronto. O Voltaço venceu de goleada: 4 a 1 e prosseguiu na competição, mas o gosto de ter derrotado o rival vizinho na casa dele foi inesquecível. Fonte: “Diário do Vale” O CALDEIRÃO NO CONFRONTO COM O CENTRALO jornalista e locutor esportivo Oscar Nora, que pela Rádio Sul Fluminense narrou incontáveis partidas do Barra Mansa, diz que, ao longo dos mais de 50 anos de carreira, não foram poucas as histórias vivenciadas, muitas relacionadas à centenária trajetória do clube. Uma delas, recorda ele, ocorreu na década de 60, num jogo cheio de rivalidade, tendo o Central Esporte Clube, de Barra de Piraí, como adversário.
Fonte: "História do Futebol - Parte II" AMISTOSO CONTRA O ATLHETICEm dezembro de 1915, dois meses após ser denominado Barra Mansa, o Leão do Sul recebeu em casa o Atlhetic, do Rio Janeiro, para uma partida amistosa. Toda a movimentação do jogo foi descrita no extinto jornal local, Cartão Postal. O resultado frustrou aos torcedores, pois os visitantes venceram por 3 a 2, num confronto muito disputado, realizado sob temporal. Barra Mansa 2 X 3 Atlhetic Barra Mansa: Quinzinho, Walter e Penna; Guimarães, Fernando e Soares; Samuel, Theophilo, Ismar, Heitor e Lourenço. Atlhetic: Uimbyrê, Alvez e Rabello; Dualco, Paiva e Hugo; Adhemar, Cyro, Ruy, Renato e Albino. Gols: No primeiro tempo, por volta de 15 minutos, Cyro fez 1 a 0 para o Atlhetic. No segundo, Ruy ampliou o placar, fazendo 2 a 0, logo no início. Guimarães diminuiu, marcando o primeiro do Barra Mansa e Walter empatou a partida em 2 a 2. Faltando apenas dois minutos para o final, o Atlhetic fez o gol da vitória (autor desconhecido). Fonte: "História do Futebol - Parte II" 1995 - O TÍTULO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DO BARRA MANSAO ano de 1995 ficará marcado eternamente na trajetória centenária do Barra Mansa Futebol Clube, quando conquistou o seu título mais heróico, o de campeão do grupo B do campeonato Carioca, correspondente à 2ª divisão. A competição, em pontos corridos, foi equilibrada do início ao fim, ao ponto de quatro equipes chegarem na última rodada com chances de ser campeão. Além disso, essas mesmas equipes se cruzariam nos seguintes confrontos: Nova Iguaçu x Barra Mansa e Bayer x Bonsucesso. Antes da rodada decisiva, o Leão do Sul era apenas o terceiro colocado e precisava vencer o seu jogo fora de casa e ainda torcer para um tropeço do Bonsucesso contra o time de Belford Roxo. E para a alegria dos cerca de 100 torcedores barramansenses que compareceram ao estádio Louzadão, em Mesquita, o Barra Mansa venceu o Nova Iguaçu, com gol de Luis Fernando aos 44 minutos do primeiro tempo. Um jogo emocionante e, ainda, acrescido ao calor da baixada fluminense e dos 15 mil torcedores presentes apoiando o time local. No outro jogo, vitória do Bayer, que conquistou o vice-campeonato e, com isso, deveria ter subido para a divisão de elite do carioca do ano seguinte, juntamente com o Barra Mansa (campeão), mas, devido a arbitrariedades da Federação, o acesso dos dois clubes não foi permitido. Fonte: Diogo de Oliveira Paula CAMPANHA DO TÍTULO(14 jogos, 8 vitórias, 3 empates e 3 derrotas):1º turno: Bayer 1x0 Barra Mansa; Barra Mansa 1x0 Mesquita; Goytacaz 0x0 Barra Mansa; Barra Mansa 2x0 Saquarema; Barra Mansa 2x1 Portuguesa; Barra Mansa 0x0 Bonsucesso; Barra Mansa 1x2 N. Iguaçu; 2º turno: Barra Mansa 1x0 Bayer; Mesquita 1x1 Barra Mansa; Saquarema 0x1 Barra Mansa; Barra Mansa 2x0 Goytacaz; Portuguesa 0x2 Barra Mansa; Bonsucesso 2x0 Barra Mansa; Nova Iguaçu 0x1 Barra Mansa. ![]() 1ª fila – Adriano, Anderson (Vassouras), Dão, Naldo, Fabiano; 2ª fila – Brito, Dalessandro, André Mineiro, Ernani, Nil; 3ª fila – Vicente (massagista), jogador dos juniores, Telmo e Geraldo Sá (dirigente); 4ª fila - Waltair dos Santos (Cafu – prep. físico), Geraldo Bruno (dirigente), Wilson Leite (técnico), Juarez, João Lino, Renato, Ricardo Todinho, Tatu, Itamar (roupeiro), Luis Cláudio (auxiliar técnico) e Celso dos Prazeres (presidente); 5ª fila – Alberto (Broinha-volante), Luis Fernando, Luciano Peixe, Rubinho, Juninho e Palhinha. Não consta na foto o goleiro titular Flávio. Foto cedida pelo jogador Anderson. Fonte: Diogo de Oliveira Paula
100 ANOS EM GRANDE ESTILOBARRA MANSA F.C. comemora centenário com dois dias de festa O centenário do Barra Mansa Futebol Clube foi comemorado com muitas homenagens e grande festa. As comemorações tiveram início com uma sessão solene promovida pela Câmara Municipal em comemoração aos 100 anos de fundação. Já no sábado, dia 15, data em que foi fundado o clube, o encontro foi regado a churrasco, confraternização e partidas de futebol, no Estádio Leão do Sul, no bairro Colônia Santo Antônio. O encontro festivo, no Palácio Barão de Guapi, contou com a participação da diretoria do clube, colaboradores, ex-jogadores, ex-presidentes, autoridades políticas, imprensa e torcedores do Leão do Sul, como o time é carinhosamente chamando na cidade. Na sessão aberta pelo vereador Baianinho a diretoria do clube recebeu uma série de homenagens. Os primeiros a serem consagrados foram os ex-presidentes do clube. Em um dos momentos mais emocionantes, o ex-presidente do Barra Mansa na década de 50, Eróclito Virgílio de Barros, chorou ao lembrar-se dos tempos de glória do clube, das dificuldades e das conquistas, e pediu para que todos os presentes gritassem um viva para o Barra Mansa Futebol Clube. Em seguida foram entregues diplomas aos ex-jogadores, aos ex-presidentes, à imprensa e para os colaboradores. Entre os jogadores homenageados estava o mais antigo do clube, Silas Silva, 80 anos, que apesar de muito debilitado pela idade fez questão de receber o diploma. Outro ex-jogador bastante festejado, Rubens de Souza, o Rubinho, 78 anos, resumiu como era comemorar o centenário do clube. “Minha história de vida se confunde com a história do Leão do Sul, então é muito emocionante estar aqui”, enaltece Rubinho. No final da solenidade, o presidente da Câmara, Baianinho, destacou sobre a importância de se investir e dar apoio ao Barra Mansa. “Com certeza, um clube da grandeza do Barra Mansa poderia estar em outro patamar, por isso é importante as autoridades políticas da cidade se mobilizarem, assim como o setor privado, para colocar o Leão do Sul em um lugar de destaque”, disse Baianinho, acrescentado que os 100 anos do clube significam um marco importante para o município. Segundo dia de Comemorações
Entre os presentes estavam os ex-jogadores Joãozinho, Adilson, Zezé, Getulinho, Pedal, Paulinho Cupim, Luis Amaral, Chiquinho, entre outros. Barra Mansa enfrentando a equipe do Tomazinho em partida amistosa. Em 2008 o Barra Mansa Futebol Clube retorna oficialmente a atividades. Com ajuda de empresários e políticos, o clube disputou a 3ª Divisão do Campeonato Carioca para que, em um futuro próximo, possa voltar às suas glórias. ÍDOLO![]() Jair Rosa Pinto Quatis, 21 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 28 de julho de 2005 foi um dos principais futebolistas brasileiros das décadas de 40 e 50. Foi um dos principais ídolos da história do Palmeiras, Santos, Vasco e São Paulo. Começou a carreira profissional no Madureira, atuando como meia-esquerda, em 1938, quando formou um trio com os jogadores Lelé e Isaías, conhecido como Os Três Patetas. O trio fez tanto sucesso que acabou sendo contratado pelo Vasco da Gama em 1943, onde participou do Expresso da Vitória, considerado um dos maiores elencos da história do clube. Pelo Vasco fez 71 jogos, com 44 vitórias, 18 empates e nove derrotas, marcando 27 gols (média de 0,39 gol por jogo). Em 1946 saiu do Vasco e foi para o Flamengo, segundo ele, por receber menos que outros jogadores no elenco. Do Flamengo se transferiu para o Palmeiras em 1949, após a acusação de ter sido subornado no jogo em que o clube perdeu de 5x2 para o Vasco e ter tido sua camisa queimada pela torcida. No clube do Parque Antártica Jair ganhou Paulista de 1950, o Rio-São Paulo de 1951 e a Copa Rio de 1951. Em 1956 foi para o Santos, onde venceu três campeonatos paulistas (1956, 1958 e 1960). Ainda em 1957 voltar a vestir a camisa do Vasco num combinado Vasco-Santos numa série de três amistosos no Maracanã. Ainda jogou no São Paulo e na Ponte Preta, por onde encerrou a carreira em 1963, aos 42 anos. Foi ainda técnico de oito clubes, mas sem conseguir alcançar o sucesso que teve como jogador. Depois de aposentado, estabeleceu-se no bairro da Tijuca, onde era um popular freqüentador dos cafés da Praça Sáenz Peña. Jair morreu aos 84 anos, de embolia pulmonar após uma cirurgia e teve seu corpo cremado. A propósito, Jair Rosa Pinto, veio de Barra Mansa para atuar na equipe principal do Frigorífico. Em sua biografia, no livro “Gigantes do Futebol Brasileiro”, Jair conta como veio para Mendes: “Em 1936, Jair compreendeu que já não estava em idade de ganhar a vida vendendo pastel. Ele e Araújo começaram a trabalhar no Moinho Fluminense, pois souberam que os patrões davam regalias aos operários bons de bola e que podiam fazer parte do time da empresa. Um dia o Moinho Fluminense jogou contra o Frigorífico de Mendes, e os dois irmãos ganharam, sozinhos, uma partida que parecia difícil. Os adversários, vencidos, abriram os olhos. – Vocês querem ganhar cento e quinze mil réis por quinzena? Jair e Araújo, voltando do campo a caminho de casa escutavam interessados a proposta que lhes fazia um chefe de seção do Frigorífico. Os dois poderiam ir, juntos, para Mendes, onde havia emprego certo, bom salário e um time futebol à disposição. Naturalmente, ficariam muito tempo longe da família, mas o dinheiro compensava. Jair pensou, decidiu por si mesmo e por Araújo, e os dois foram para Mendes. Tempos depois, ele receberia propostas do Botafogo e do Vasco. Mas Jair preferiu ficar em Mendes. Sobre a sua saída, o livro conta que Araújo, obrigado a parar com futebol por causa de uma lesão nos meniscos, teria sido dispensado do Frigorífico. Jair, que estava perto, teve uma reação imediata: Está certo, moço. Se ele não serve, eu não sirvo também. E voltaram para Barra Mansa.” A biografia apresentada pelos jornalistas João Máximo e Marcos de Castro tem dois pontos questionáveis. Jair realmente veio para Mendes em 1936. Sua primeira admissão no Frigorífico Anglo data de 4 de abril daquele ano, com o salário de Rs$500 por hora, mas seu irmão Araújo já jogava no Frigorífico desde 1934. Aliás, Araújo casou-se com uma moça de Mendes, e morou algum tempo na Vila Vestey. Quanto ao fato de que teria sido dispensado do emprego por não poder mais jogar futebol, não corresponde à realidade histórica. Talvez os autores da biografia tenham tentado dramatizar a narrativa. Araújo, com certeza, poderia ter continuado na empresa mesmo depois de encerrar a sua carreira, como fizeram tantos outros craques daquela época. CAMPANHAS
Estadual
Campeonato Carioca (Módulo Intermediário):
Campeonato Carioca - 2ª Divisão:
Copa Rio
Ranking da CBF: 325° com 1 pontos Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil. RIVALIDADESO clube já possuiu grande rivalidade com a Associação Atlética Barbará, da mesma cidade, e os jogos entre essas duas equipes já foram consideradas o "clássico" da cidade, marcado no entanto pelo respeito e um clima de amizade bom entre os clubes rivais. Esta rivalidade diminuiu com a decadência que os clubes enfrentaram na década de 80, em especial o Barbará que ainda hoje sofre para se reerguer. Ultimamente a rivalidade maior do Barra Mansa é com o Volta Redonda Futebol Clube, da vizinha cidade, trazendo para o campo a rivalidade pré-existente forte entre os dois municípios e seus habitantes. Nas vezes em que se enfrentam, o clima de animosidade entre os clubes é evidente, bem diferente da cordialidade existente entre Barbará e Barra Mansa. É comum a discussão entre os torcedores dessas duas equipes nos fóruns sobre futebol sul-fluminense na internet. TÍTULOS
* Competição promovida por Zico e que reuniu os seguintes clubes: CFZ (campeão), Barra Mansa (vice), Piraí, Barra do Piraí, Quatis, Resende, Valença e Vassouras. Com informações de Diogo de Oliveira Paula.
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Nacional
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